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No
gestual de Abigail de Castro , abre-se uma janela para uma outra realidade,
não uma janela para uma realidade utópica, mas para uma
realidade possível, uma vez que tudo o que compreendemos existe
a partir de combinação de formas e cor que situamos em uma
determinada experiência de um mundo conceitualizado. ...................................................................
Se pretendermos usar nossa de capacidade de julgamento estético,
fugindo ao censo comum que determina o que é belo, o que é
arte e o que não é arte, veremos que a questão desta
obra é sempre inédita. Mas, em qualquer obra, se não
procurarmos o reencontro com aquilo que já experimentamos, sensorialmente
ou intelectualmente, procurando enquadrar aquilo que vemos em nosso universo
constituído, não estamos realmente vendo. .............................................................................
Uma vez que façamos isso, não poderíamos mais nos
admirar com sua existência e, com esta ausência, também
deixamos de nos admirar a nossa própria.
Andre Bazanell
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